1998-1

1944 – 1988: O Professor

O corpo jazia inerte, sem vestígios de sangue, no frio ladrilho verde-água do meu banheiro. Não reconheci o corpo morto. Só o conheci com vida. Há muito que não encontrava Alberto. Ele me pareceu mais gordo no terno cinza, aparentemente recém – saído do tintureiro. Uma morte sem vinco. Alberto era professor de História e eu, de Filoso a. Exprimíamos, em acaloradas discussões as matérias de nossos estudos. Alberto, leitor compulsivo de Nietzche…

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