DC3 DC4 DC5 DC7 Boeing, Supersônico, Jumbo, DC340 -300… e tantos outros modelos de aviões ao longo dos anos. No começo levavam 50 passageiros, depois 150, hoje 500 para mais.

A quantidade de banheiros é que ficou desproporcionalmente igual. Onde se concentra a maior parte dos passageiros, aumentaram um. Na classe executiva continuam dois. E na primeira, diminuíram os assentos, mas permaneceram os mesmos dois banheiros. Portanto, a indústria da aviação segue a realidade social: muitos com pouco e poucos com muito.

 

Não entendo como nunca pensaram em colocar um banheiro só para senhoras e outro só para senhores, independente das divisões de classe. Escassos de espaço, uma senhora com uma calça que lhe bate nos calcanhares não tem como não resvalar nos pingos fora da bacia dos passageiros masculinos apesar da rígida checagem das malas e bolsas nos virarem do avesso rompendo a intimidade das nossas vísceras.

Outra contradição reside no fato de recebermos na bandeja do almoço ou jantar aéreos, facas! Sem corte, mas sempre facas.

Enfim… sem o contraditório para nos chamar atenção não haveria espaço para filosofar sobre banheiros e facas aqui no Legado Vivo.

 

Mas o meu tema hoje não é especificamente este.

 

O assunto é o seguinte:

Viajar ou ir ao supermercado dá no mesmo. Basta apenas fazer compras nos aeroportos do mundo! Poderíamos dar meia volta e embarcar no próximo voo para nossa cidade sem precisar conhecer nenhum monumento. Posso comprar tudo e todas as marcas famosas e não pagar o imposto.

 

Hoje me perdi entre os perfumes e o presunto defumado até que um gentil senhor orientou-me a andar na faixa preta por onde encontraria a saída.

 

Como os aviões, também os aeroportos cresceram para comportarem milhares de passageiros por dia circulando e comprando. Não há caminhos alternativos para se deslocar de um lugar para outro no aeroporto sem ser forçado a passar por dentro do Free Shop. Para quem não quer comprar, um estorvo. Largas avenidas, com estantes nas laterais e quiosques no meio, onde passageiros e suas bagagens se confundem, tropeçam com os compradores de última hora e com aqueles apressados em chegar ao portão de embarque. Nos aeroportos somos todos clientes universais além de clientes aéreos, pois ainda podemos comprar perfumes e relógios dentro do avião, como última oportunidade.  O passageiro não tem por onde escapar da poderosa chamada consumista!

 

Da próxima vez, pensarei se levo uma mala.

Posso comprá-la no supermercado / aeroporto e colocar todas as roupas e outras necessidades sem pagar imposto e assim voltar com tudo novo e mais barato do que na minha cidade.

 

Para que viajar?

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